05/07/2011

CARREÇÚCAR: UM CAFÉ INDIGESTO


Mantega diz que fusão do grupo Pão de Açúcar e Carrefour não é questão de governo.Façamos de conta que a gente acredita. Para Mantega, BNDES é quem deve decidir se vai dar o crédito de R$ 4,5 bi para o negócio ou não, pois para o Banco, isso é café pequeno. Será? O BNDES é um Banco de fomento para o desenvolvimento - e todos sabemos, controlado pelo governo - quem não foi feito para (ou pelos menos não deveria) dar de mamar a grandes grupos econômicos. Que país é esse? O Sr. Mantega sabe muito bem que essa fusão é um breakfast indigesto para o consumidor, que além de pagar pelo agigantamento de um “cartelão”, vai ver coalhar a livre concorrência, ficando à mercê das regras de mercado que o grupo ditar. É de arrancar a toalha. E não venham me dizer que agências reguladoras dão conta do recado, pois a prática têm demonstrado que elas atuam muito aquém das expectativas, atendendo ao interesse não se sabe de quem. Esse sanduíche de foie gras com “Açúcar” (arghhh) não compromete somente o setor supermercadista, mas também o setor de eletrodomésticos. Vale lembrar que o Pão de Açúcar já tinha a faca e o queijo na mão quando comprou, em Junho de 2009, a rede de eletrônicos e eletrodomésticos Ponto Frio, ficando na liderança do varejo brasileiro. Agora, com a aquisição do Carrefour, o faturamento salta para mais de 50 bilhões de reais/ano. Esse café com marmelada e excesso de Açúcar, tem tudo para tornar a vida do consumidor ainda mais salgada do que já é.

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