21/10/2011

FENAOSTRA SOFRÍVEL

Ano após ano a FENAOSTRA em Florianópolis deixa sempre muito a desejar. A última manteve a tradição: Faltaram atrativos, faltaram preços razoáveis e, o que é pior, FALTARAM OSTRAS. A RBS anunciou no Jornal do Almoço um prato diferenciado, chamado "escondidinho de ostra", que seria servido na feira. Havia enorme fila no referido quiosque, onde um atendimento lento incentivava à desistência. Até o momento em que ela foi obrigatória, pois após aguardar na fila penosos minutos, os consumidores foram informados que a ostra havia acabado.  Os poucos que conseguiram ser atendidos, reclamavam que no prato só havia camarão. Dois ou três, apenas. Onde estavam as ostras prometidas? Parece que foi tão bem "escondidinho" que nem mesmo o restaurante conseguiu encontrar.



SEM ATRATIVOS
À exceção do stand-up, onde o comediante Darci, entre outros, conseguiram arrancar boas risadas do público e lotar o salão da feira, a parte de shows foi muito pobre e praticamente vazia. No período da tarde o que se via era um enorme espaço vazio, cadeiras desocupadas e comerciantes desanimados com o baixíssimo movimento. Faltou a organização do evento investir em shows, bandas, peças de teatro ou qualquer outro tipo de atração cultural que levasse o público ao Centro de Convenções. O amadorismo parece que já se enraizou na fenaostra, não mostrando nenhuma perspectiva de melhora para os próximos anos. A menos, é claro, que a organização passe a ser empreendida por alguma empresa realmente profissional.


PREÇOS ALTOS
Se o objetivo da fenaostra é, essencialmente, incentivar o consumo dos moluscos, os preços nada convidativos fizeram exatamente o contrário, como acontece todos os anos. Falta ao comerciante entender que o objetivo do evento não é faturar alto, mas sim cativar o consumidor para degustar habitualmente o produto. Em Florianópolis existe uma cultura equivocada - provavelmente defluente do turismo explorativo -, de que o consumidor deve pagar preços abusivos, quase sempre inversamente proporcionais à qualidade do produto ou serviço. É hora de revogar essa ridícula mentalidade.

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